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Volpi supera desconfiança e vira peça decisiva

Depois de chegar e enfrentar resistência por parte dos gremistas, goleiro se destaca com boas atuações na temporada

Volpi supera desconfiança e vira peça decisiva
Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA / CP

Fundamental na vitória sobre o Atlético-MG por 2 a 1, na Arena, na estreia do Campeonato Brasileiro, Tiago Volpi tem se destacado nesse início de trajetória com a camisa do Grêmio. Contratado após rescindir com o Toluca, do México, o goleiro chegou à Arena sob desconfiança da torcida para substituir Agustín Marchesín, negociado com o Boca Juniors, da Argentina.

Anunciado no dia 27 de janeiro, Volpi não demorou muito para entrar em campo pelo Tricolor. A estreia ocorreu no dia 5 de fevereiro, na derrota para o Juventude por 2 a 0, no Alfredo Jaconi, quando Quinteros optou por começar com os reservas. Nesse jogo, foi criticado por ter sofrido um gol de falta, cobrada de longe, de Jean Carlos.

Colocado como titular por Gustavo Quinteros, logo Tiago Volpi superou a desconfiança da torcida gremista com atuações seguras. A virada de chave veio na classificação sobre o São Raimundo nos pênaltis, na estreia da Copa do Brasil. Em Roraima, após empate por 1 a 1 no tempo normal, o goleiro não só pegou uma penalidade, como também converteu a sua cobrança, colocando o clube na segunda fase.

Na sequência, o Volpi voltou a ser importante nesse começo de trabalho do comandante boliviano. Mais uma vez nos pênaltis, ele ajudou a classificar o Grêmio para a final do Campeonato Gaúcho, derrotando o Juventude nas semifinais. Foram dois pênaltis defendidos e um convertido em Caxias do Sul. Mesmo com a perda do título Estadual, o jogador evitou que o Tricolor perdesse o segundo Gre-Nal da final, com defesas importantes no Beira-Rio.

Desde que chegou à Arena, Tiago Volpi soma oito partidas com a camisa tricolor: nas vitórias sobre o Pelotas (5 a 0), Juventude (2 a 1) e Atlético-MG (2 a 1), nos empates com o São Raimundo-RR e Inter (ambos por 1 a 1) e nas derrotas para o Juventnude (2 a 0 e 2 a 1) e Inter (2 a 0). São 10 gols sofridos, ou seja, média de 1,25 gols sofridos por jogo. Esses números não têm sido maiores justamente pelas atuações do goleiro, o que escancara a necessidade de melhora do trabalho de Quinteros no sistema defensivo da equipe.


Fonte: Correio do Povo