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Prefeito afirma que impasse dos postes não atrasa obra

Mazinho destaca que o município não pode bancar remoção de postes por se tratar de obra estadual. Segundo ele, construtora deve pagar o serviço à RGE, que tem prazo de até 120 dias para executar o serviço

Prefeito afirma que impasse dos postes não atrasa obra
Foto: Filipe Neitzke

A presença de postes de energia no meio da pista da ERS-129, entre Roca Sales e Colinas, não deve atrasar a entrega da pavimentação da rodovia. É o que afirma o prefeito de Roca Sales, Jones Wünsch, o Mazinho, durante entrevista nesta manhã ao programa Frente e Verso, da Rádio A Hora.


Segundo o prefeito, o impasse envolve a construtora responsável pela obra e a RGE. O município acompanha a situação, mas não pode pagar pela remoção das estruturas por se tratar de uma rodovia estadual.


“O município em si não tem o que fazer. A gente não tem legalidade para ir lá e pagar a remoção dos postes. É uma obra estadual, são duas empresas que negociam entre si”, afirma.

O trecho em obras faz parte do contrato da Secretaria de Logística e Transportes do Estado para pavimentação e recuperação da ERS-129. O investimento é de R$ 55,9 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande.


O projeto contempla 27 quilômetros, sendo cerca de sete quilômetros de pavimentação inédita entre Roca Sales e Colinas e 21 quilômetros de reabilitação asfáltica entre Colinas e Estrela. A execução é da Traçado Engenharia.


O caso dos postes ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Conforme Mazinho, o problema teve origem em um projeto antigo usado pela RGE para reforço da rede elétrica, com o objetivo melhorar a segurança energética de Roca Sales após as enchentes, quando o município ficou quase um mês sem luz.


“Esse reforço de rede chega até a subestação na entrada de Roca Sales. No caso de dar algum problema, essa subestação alimenta outros municípios e também recebe energia de outros municípios. Foi um investimento importante da RGE”, diz.


São três postes

O prefeito afirma que, em um primeiro levantamento, mais de 60 postes precisariam ser removidos. Segundo ele, esse foi um dos fatores que atrasaram o início da obra. Com a readequação do projeto da rodovia, o número caiu para três. A estimativa indica custo entre R$ 10 mil e R$ 12 mil para remoção de cada poste.

Prazo de 120 dias


De acordo com Mazinho, a construtora deve fazer o pagamento para a retirada dos três postes. A partir disso, a RGE tem prazo legal de até 120 dias para o serviço. O prefeito afirma, porém, que o município vai pedir prioridade à concessionária.


“Assim que for feito o pagamento, a gente vai pedir prioridade e com certeza vai ter novidade nos próximos dias desses três postes que viraram um meme regional por causa dessa demora”, afirma.


Mazinho diz manter bom relacionamento com a RGE e com a Traçado Engenharia. Segundo ele, o papel do município é articular o diálogo entre as empresas, cobrar solução e acompanhar os efeitos da obra sobre a comunidade.


Entrega mantida

A pavimentação da ERS-129 é uma das obras estratégicas à resiliência climática regional. O trecho entre Roca Sales e Colinas representa uma ligação histórica para comunidades do interior, em especial Fazenda Lohmann, e também serve como rota logística após os danos provocados pelas enchentes.


Pelo contrato, a obra deve ser entregue até setembro deste ano. Para Mazinho, a situação dos postes não compromete o cronograma. “Não, de forma alguma. Pelas informações que a gente tem, não. A obra está andando, está dentro do cronograma e esses três postes não vão afetar a entrega”, reafirma.


Fonte: Grupo A Hora