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A quatro meses do prazo, obra paralisada preocupa

Construção entre Travesseiro e Marques de Souza ficou sem avanço por manutenção em equipamento. Aumento de chuvas e dependência de ponte provisória elevam temor

A quatro meses do prazo, obra paralisada preocupa
Foto: Felipe Stefani

A construção da ponte definitiva entre Marques de Souza e Travesseiro está sem avanço há três semanas. A interrupção aumenta a preocupação dos dois municípios diante da proximidade do período de mais chuva e da dependência de uma passagem provisória que fica submersa quando o Rio Forqueta sobe.


A nova passagem tem 161 metros de comprimento, 10,4 metros de largura e investimento de R$ 12,6 milhões, com recursos federais, por meio da Defesa Civil do país. A previsão contratual é concluir a obra até 22 de outubro, mas a redução do tempo disponível eleva a cobrança sobre o ritmo dos trabalhos.


Prefeito de Marques de Souza, Fábio Mertz, afirma que a ponte baixa construída por moradores mantém a ligação com Travesseiro, mas oferece uma solução limitada. “A ponte precária está suprindo a necessidade. Mas, se chover um pouco mais, fica interrompida e causa transtornos. A previsão do El Niño está aí e, sem dúvida, teremos problemas.”


A licitação e a fiscalização da obra definitiva ficam sob responsabilidade de Travesseiro. Conforme o prefeito Gilmar Southier, a paralisação ocorreu porque um equipamento usado nas perfurações dentro do rio precisou passar por manutenção. “A informação que temos é de retorno com força máxima no início de julho”, afirma.


Southier mantém contato semanal com a Zanco Construtora e que o cronograma segue dentro do prazo contratual. “Está no nosso radar. A empresa apresenta os cronogramas e afirma que consegue fazer um mutirão para entregar dentro do previsto.”


Segundo o prefeito, a construtora atua em outras obras e deslocou equipes para outros municípios durante o período de interrupção. “Eles têm outras obras e, por vezes, abraçam muitas coisas. Estão finalizando um trabalho em Erval Seco, mas afirmam que não deixaram esta ponte de lado.”


Fonte: Grupo A Hora