Seis meses depois, Inter segue sem vice-presidente de futebol
Cargo previsto no estatuto permanece vago desde a saída de José Olavo Bisol, enquanto a gestão do departamento está concentrada em profissionais contratados
Passados seis meses da saída de José Olavo Bisol, o Inter ainda não definiu quem ocupará a vice-presidência de futebol. Embora a ausência de um dirigente na função não cause impactos práticos no cotidiano do CT Parque Gigante, o estatuto do clube prevê a existência do cargo, o que mantém a necessidade de uma indicação por parte do presidente Alessandro Barcellos.
A demora para preencher a vaga está relacionada à dificuldade de encontrar um nome que reúna as características desejadas para exercer a função. Além disso, o papel perdeu parte de sua relevância nos últimos anos em razão da crescente profissionalização da gestão do futebol. Pelo menos publicamente, não há pressão por parte dos movimentos político do clube para que o cargo seja ocupado.
Na prática, a estrutura colorada funciona sob o comando de profissionais contratados pelo clube. O diretor executivo Fabinho Soldado concentra amplos poderes na gestão do futebol, respaldado diretamente por Barcellos. Desde janeiro, a área também conta com a atuação de Abel Braga como diretor técnico, reforçando o organograma do departamento após sua passagem como treinador na reta final da última temporada.
Nos bastidores, um dos nomes cogitados para assumir a vice-presidência foi o de Victor Grunberg. Entretanto, por integrar a nominata de vice-presidentes eleitos, ele está impedido estatutariamente de acumular a função. Mesmo sem poder ocupar oficialmente o cargo, Grunberg estreitou sua participação nas questões relacionadas ao futebol ao longo dos últimos meses.
A vice-presidência ficou vaga logo após o encerramento do Campeonato Brasileiro do ano passado. A temporada foi marcada por turbulências dentro e fora de campo, com a equipe lutando contra o rebaixamento até a rodada final. O desempenho abaixo das expectativas provocou mudanças na estrutura de comando do futebol, culminando com a saída de Bisol e de outros integrantes da cúpula do departamento.
Desde então, o clube optou por manter a condução do setor sob responsabilidade de seus executivos, enquanto segue sem uma definição sobre quem assumirá oficialmente um cargo que, embora previsto no estatuto, tem hoje influência bem menor do que em outros momentos da história colorada.
Fonte: Correio do Povo