Inter mantém cautela no mercado apesar do alerta na tabela
Com orçamento limitado, direção busca reforços de baixo custo para o segundo semestre, enquanto luta contra o risco de aproximação da zona de rebaixamento
Enquanto o elenco do Inter aproveita as férias e só retorna aos trabalhos em 22 de junho, os dirigentes seguem nos bastidores planejando mudanças para a sequência da temporada. A campanha irregular após 18 rodadas do Brasileirão e a distância mínima para o Z-4 — atualmente de apenas um ponto — aumentaram a preocupação no Beira-Rio e reforçaram a necessidade de ajustes no grupo.
Apesar do cenário delicado, a postura da direção no mercado não deve sofrer alterações. Com limitações financeiras, o clube manterá a política de contratações adotada no primeiro semestre, priorizando oportunidades de baixo custo e atletas com potencial de valorização.
A próxima janela de transferências estará aberta entre 20 de julho e 11 de setembro, mas o trabalho de prospecção está em andamento. A missão, porém, não é simples. Além da restrição orçamentária, o mercado interno oferece menos alternativas, já que jogadores que tenham disputado mais de 12 partidas do Brasileirão não podem atuar por outro clube da Série A. Com isso, as opções se concentram em atletas que atuam no exterior ou na Série B.
“Em relação ao orçamento, estamos muito aquém de outras equipes. Mas não vamos fugir da responsabilidade. Não estou aqui para dar desculpas. Temos algumas limitações e precisamos ser criativos. Estamos conversando para ver aquilo que é possível fazer para continuar competitivos, mas não dá para fazer milagre”, afirmou o executivo Fabinho Soldado após a derrota por 3 a 1 para o Bragantino, no último compromisso antes da pausa do calendário para a Copa do Mundo.
A tendência é que a direção continue apostando em perfis semelhantes aos trazidos no início do ano. Um dos exemplos é Paulinho Paula, barato e com margem para evolução. Outra estratégia passa por jogadores em busca de espaço para jogar, caso do atacante Alerrandro e do volante Villagra, ambos emprestados pelo CSKA, da Rússia, com valores de compra previamente estabelecidos.
Sem perspectiva de grandes investimentos, o técnico Paulo Pezzolano deverá seguir convivendo com um elenco enxuto e poucas alternativas de reposição. O desafio será encontrar soluções internas e extrair o máximo rendimento do grupo em um segundo semestre que promete ser ainda mais duro na disputa contra a parte inferior da tabela.
Fonte: Correio do Povo