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InfoGripe coloca RS em nível de alerta e com probabilidade de quadro mais grave nas próximas semanas

Boletim divulgado pela Fiocruz apontam que hospitalizações por influenza A continuam aumentando Estado

InfoGripe coloca RS em nível de alerta e com probabilidade de quadro mais grave nas próximas semanas
Foto : Camila Cunha/ CP Memória

O Rio Grande do Sul aparece em nível de alerta na nova edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fiocruz nesta semana. O estudo, referente à Semana Epidemiológica 19, período de 10 a 16 de maio, aponta aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país.

Conforme o boletim, a incidência de SRAG se mantém mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao vírus sincicial respiratório (VSR), enquanto o aumento nas demais faixas etárias tem sido impulsionado pela influenza A.

A análise destaca ainda que, com exceção de Rondônia, todas as unidades federativas estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, sendo que 18 delas também estão com indícios de crescimento na tendência de longo prazo até a Semana 19, incluindo o Rio Grande do Sul.

As hospitalizações por influenza A continuam aumentando no Estado, assim como também ocorre em Paraná e Tocantins. Nos demais estados, seguem com tendência de queda ou interrupção do crescimento.

Porto Alegre também foi incluída entre as 16 capitais que apresentam nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco (últimas duas semanas) com sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 19:

“Diante da alta atividade dos vírus influenza A e VSR, é essencial que a população elegível esteja vacinada contra esses vírus. E mesmo com a baixa circulação da Covid-19, também é importante que a população de risco esteja em dia com as doses de reforço da vacina contra o vírus, já que ele ainda é uma causa importante de óbitos por SRAG entre os idosos”, ressalta a pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, produzido pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz.

Dados epidemiológicos

O cenário atual, em nível nacional, aponta crescimento de SRAG nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas). Referente ao ano epidemiológico 2026, foram notificados 63.634 casos de SRAG, sendo 29.517 (46,4%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 23.594 (37,1%) negativos e cerca de 6.014 (9,5%) aguardando resultado laboratorial.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a proporção entre os casos positivos foi de 24,5% de influenza A, 4,4% de influenza B, 44,5% de vírus sincicial respiratório, 24,4% de rinovírus e 2,6% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos e no mesmo recorte temporal foi de 51,8% de influenza A, 4% de influenza B, 11,4% de vírus sincicial respiratório, 15,4% de rinovírus e 11,8% de Sars-CoV-2 (Covid-19). Dentre os casos positivos do ano corrente, observou-se 26% de Influenza A, 2,4% de influenza B, 27,4% de vírus sincicial respiratório, 35% de rinovírus e 6,9% de Sars-CoV-2 (Covid-19).

A incidência e a mortalidade semanais médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o padrão característico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas. A incidência de SRAG é mais elevada nas crianças pequenas e está associada principalmente ao VSR. Já a mortalidade é maior entre os idosos, liderado pela influenza A.

Em relação aos casos de SRAG por influenza A, a incidência tem apresentado maior impacto em menores de 2 anos, enquanto a mortalidade tem maior impacto na população a partir de 65 anos de idade.

Os dados de resultados laboratoriais por faixa etária mostram que o aumento dos casos de SRAG em crianças até 4 anos tem sido impulsionado principalmente pelo VSR, enquanto o aumento de SRAG nas demais faixas. A incidência de SRAG por Covid-19 segue em baixa em todas as faixas etárias.


Fonte: Correio do Povo