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Moradores denunciam excesso de velocidade, rachas e atropelamentos de animais na Estrada da Várzea, em Teutônia

Comunidade pede reforço na sinalização, fiscalização e medidas urgentes para garantir a segurança de pedestres, ciclistas e animais na via

Moradores denunciam excesso de velocidade, rachas e atropelamentos de animais na Estrada da Várzea, em Teutônia
Foto: Brenda Giovanaz

Moradores que vivem nas proximidades da Estrada da Várzea, trecho que liga os bairros Teutônia e Languiru, procuraram a reportagem da Rádio Independente para denunciar situações frequentes de imprudência no trânsito. Segundo os relatos, o local tem sido palco de excesso de velocidade, rachas e atropelamentos de animais, gerando preocupação entre quem circula diariamente pela via.

A comunidade relata que, apesar do limite de velocidade estabelecido em 40 km/h, muitos motoristas desrespeitam a sinalização e trafegam em alta velocidade, colocando em risco pedestres, ciclistas, moradores e também animais domésticos e silvestres.

De acordo com a moradora Ilaine Fensterseifer, o problema é recorrente e tem se intensificado nos últimos meses. “Temos observado, com frequência, relatos de excesso de velocidade, imprudência e desrespeito às normas de trânsito. O limite de velocidade estabelecido para esta via é de 40 km/h, porém, infelizmente, constatamos que essa regulamentação não é sistematicamente respeitada”, afirma.

Ela destaca que a estrada é utilizada diariamente por pessoas que realizam caminhadas, especialmente nos horários do amanhecer e ao entardecer, além de ciclistas e moradores que precisam acessar suas residências. “Os momentos de pico do trânsito, entre 6h30 e 7h45 da manhã, são críticos. O tráfego volta a se intensificar por volta das 17h e, antes do anoitecer, muitas pessoas aproveitam para caminhar, o que torna a situação ainda mais complexa.”

Falta de redutores e risco constante

Segundo Ilaine, um dos principais problemas é a ausência de medidas eficazes para redução da velocidade. Atualmente, existem apenas dois quebra-molas ao longo dos cerca de dois quilômetros da estrada. "A gente já pediu ao poder público que dê uma atenção específica à nossa via. Temos apenas dois quebra-molas em todo o trajeto, que possui vários declives que acabam acentuando ainda mais a velocidade dos veículos. Há um desrespeito completo às normas de trânsito”, relata.

A moradora também chama atenção para a convivência entre veículos, máquinas agrícolas e moradores que precisam entrar e sair de suas casas. “Essa parte ainda é considerada área rural, então precisamos do trânsito de máquinas agrícolas. Mas muitos motoristas não respeitam isso. Há buzinaço, xingamentos, e mesmo sinalizando com antecedência para entrar nas residências, já tivemos vários abalroamentos e acidentes.”

Atropelamento de animais preocupa comunidade

Outro problema recorrente apontado pelos moradores é o número de atropelamentos de animais na região, especialmente em horários de baixa visibilidade.

“É comum presenciarmos animais domésticos atropelados, inclusive aqueles que são abandonados na via. Muitos são acolhidos pela comunidade, mas acabam desorientados e vulneráveis. Também observamos atropelamentos de animais silvestres, como cachorros-do-mato, que vivem próximos ao corredor ecológico às margens do Arroio Boa Vista. No último sábado, um deles foi atropelado”, lamenta Ilaine.

O presidente da Rede de Proteção Ambiental e Animal (Repraas), Vladimir da Silva, reforça a preocupação ambiental diante da situação. “Habitam a região diversos animais silvestres, que seguem sua vida ao lado do corredor ecológico localizado às margens do Arroio Boa Vista, além de animais domésticos. Não há investimento na segurança dos pedestres nem na questão ambiental”, destaca.

Segundo ele, os pedidos por providências têm sido frequentes. “Todas as semanas, moradores vêm nos procurar e pedir providências. Quando o poder público se omite, quem sofre é a população.”

Comunidade pede sinalização e fiscalização

Além da instalação de novos redutores de velocidade, os moradores cobram mais sinalização, campanhas educativas e fiscalização por parte dos órgãos responsáveis. “Reconhecemos a importância da via asfaltada, que foi uma grande conquista para a comunidade. Mas toda obra traz desafios, e hoje observamos a necessidade urgente de maior atenção à segurança. Precisamos de sinalização adequada, campanhas educativas e da presença da Brigada Militar e dos agentes de trânsito para fiscalização”, defende Ilaine.

Ela acredita que a presença de viaturas em pontos estratégicos poderia ajudar a inibir os excessos. “O estacionamento da Brigada Militar em alguns momentos certamente reduziria esse problema.”

A comunidade reforça o apelo para que o poder público adote medidas preventivas e preserve a tranquilidade da Estrada da Várzea. “A Várzea é um lugar tranquilo. Somos moradores preocupados com a nossa segurança e com a segurança dos nossos animais. O que pedimos é cuidado e responsabilidade de todos”, conclui.

A reportagem também entrou em contato com o Departamento de Trânsito de Teutônia, que informou, em nota, que “o que compete ao Departamento de Trânsito, como condições da via, sinalização e redutores de velocidade, está tudo de acordo”. O setor destacou ainda que não possui jurisdição para punir eventuais infrações de trânsito, atribuição que cabe à Brigada Militar. O departamento também lembrou que o município de Teutônia não possui Guarda Municipal de Trânsito.

Até a publicação, a Brigada Militar disse estar finalizando o levantamento de ocorrências no local. Quando for disponibilizado, a matéria será atualizada.


Fonte: Grupo Independente