Pezzolano admite ‘ano duro’ e vê empate como castigo ao Inter
Técnico defende estratégia mais cautelosa, mas lamenta pontos perdidos no Beira-Rio
A igualdade em 1 a 1 diante do São Paulo, na noite de quarta-feira, interrompeu a sequência positiva do Inter e deixou um clima de insatisfação no Beira-Rio. Mesmo com sinais de evolução nas últimas rodadas, o time não conseguiu sustentar a vantagem e acabou desperdiçando a chance de somar mais três pontos em casa. Após a partida, o técnico Paulo Pezzolano destacou que o momento exige uma leitura mais realista sobre a temporada.
Para ele, o clube atravessa um período de transição e precisará lidar com dificuldades ao longo do ano. “Vai ser um ano duro e temos que assumir. Se acharmos que o Inter é aquele que disputava títulos, que ganhou a Libertadores e o Mundial, vamos sofrer ainda mais. Temos que entender que é um ano de transição e que vamos passar por dificuldades. A lástima é não ter conquistado os três pontos hoje. Fico triste, pois poderíamos ter vencido. A sensação é ruim”, afirmou.
O treinador também ressaltou que a busca por equilíbrio tem como principal objetivo a pontuação no campeonato. Apesar do tropeço, ele vê evolução recente na equipe. “Estamos buscando equilíbrio para pontuar. É isso que precisamos. Nos últimos três jogos, somamos sete pontos”, destacou.
Na avaliação do jogo, Pezzolano defendeu a estratégia adotada, ainda que mais conservadora e defensiva. Segundo ele, o adversário teve poucas oportunidades claras, mesmo com maior posse de bola em determinados momentos. “Se gostamos de sofrer lá atrás é outra discussão, mas a verdade é que o São Paulo teve poucas chances. Perdemos os três pontos, mas temos que seguir evoluindo”, analisou.
Sobre a entrada de Carbonero apenas nos minutos finais, o técnico ponderou que as decisões fazem parte da leitura da partida. “Sempre se pode fazer antes ou depois. Eles (São Paulo) também poderiam ter marcado antes. A sensação ruim é pelo empate. Não quisemos abrir o campo, porque estavam explorando as costas dos laterais. Tinham a bola, mas não finalizavam. Em uma jogada isolada, acabaram fazendo o gol. No geral, não estivemos tão mal dentro do que planejamos”, explicou.
Por fim, o comandante indicou que o time seguirá adaptando sua forma de atuar conforme a necessidade. “Podemos mudar a maneira de jogar. Fizemos isso porque precisamos dos pontos”, concluiu.
Fonte: Correio do Povo