Vale do Taquari recebe as primeiras 1.080 doses de vacina contra a gripe
Quantidade equivale a 7% do total que deverá ser destinado para a região
A campanha anual de imunização contra a gripe começou no sábado (28), no Rio Grande do Sul, e se estende até o dia 30 de maio para os grupos prioritários e até o final do ano para a população em geral. Nessa primeira remessa, o Vale do Taquari recebeu 1.080 doses, o equivalente a 7% do total que deverá ser destinado para a região. As doses foram distribuídas proporcionalmente aos 37 municípios que pertencem a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde.
Conforme a coordenadora, Rafaela Fagundes, a meta de vacinação é de 90%, com base em crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes e idosos com 60 anos ou mais. “A regional atingiu em torno de 52% da cobertura vacinal contra a influenza em 2025 e, nesse mesmo ano, a cobertura vacinal do Rio Grande do Sul alcançou 56%”, observa. “No sábado (28), alguns municípios realizaram o Dia D de vacinação, mas alguns farão em outras datas próximas. Cada município tem autonomia para organizar as equipes de saúde conforme o planejamento interno e, mesmo assim, a vacinação vai estar aberta aos grupos prioritários”, ressalta.
A coordenadora lembra que os grupos prioritários são: crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade, gestantes, idosos com 60 anos ou mais de idade, puérperas, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, trabalhadores da saúde, professores do ensino básico e superior, profissionais das forças de segurança e salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário para passageiros urbanos e de longo curso, trabalhadores portuários, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, além de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade.
Rafaela lembra que a vacinação contra a influenza é fundamental porque não se trata apenas de uma gripe comum. “Se trata de uma doença que pode evoluir para quadros mais graves, especialmente em públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção, porque reduz significativamente o risco de complicações, internações e óbitos”, relata.
Além disso, a coordenadora frisa que, ao se vacinar, a pessoa também contribui para a proteção coletiva, diminuindo a circulação do vírus na comunidade e protegendo quem não pode se vacinar. Outro ponto importante é que o vírus da influenza sofre mutações frequentes; por isso, a vacina é atualizada todos os anos para garantir a proteção contra as cepas mais circulantes. “Por isso, é essencial que a população se vacine anualmente, mesmo quem já se vacinou em anos anteriores. Em resumo, se vacinar contra a influenza é um cuidado individual que tem impacto direto na saúde pública, ajudando a evitar a sobrecarga dos serviços de saúde e salvando vidas”, comenta.
No estado, mais de 5,2 milhões de pessoas estão incluídas nos grupos para os quais a vacina é indicada. Para 2026, a meta é atingir ao menos 90% de cobertura entre crianças, gestantes e idosos.
Fonte: Grupo Independente