Juiz prevê 20 horas de duração do júri de casal acusado pela morte de recém-nascida em Sério
Sessão começou com oitiva de testemunhas de defesa; irmã da ré relatou episódios de depressão e mudança de comportamento
Teve início por volta das 9h40 desta terça-feira (24), no Fórum de Lajeado, o júri popular do casal acusado de matar a própria filha recém-nascida, crime ocorrido em setembro de 2024, no município de Sério. A sessão começou após o sorteio dos sete jurados.
Conforme o juiz responsável pelo caso, Rodrigo Bortoli, a previsão é de que o julgamento tenha duração de cerca de 20 horas, podendo se estender até a madrugada desta quarta. Os interrogatórios dos réus devem ocorrer na parte da tarde.
Ao todo, foram arroladas seis testemunhas de defesa, enquanto a acusação optou por não apresentar testemunhas. As primeiras oitivas são relacionadas à defesa de Raissa Paola da Rosa Back.
A primeira pessoa a depor foi a irmã da ré, que relatou mudanças no comportamento de Raissa durante o período em que manteve relacionamento com o corréu. Segundo ela, a jovem apresentou emagrecimento acentuado e olheiras profundas durante o relacionamento. A testemunha também afirmou que só soube da gravidez após o ocorrido, por meio das redes sociais.
Durante o depoimento, Raissa demonstrou forte emoção ao ouvir a irmã. Ainda conforme relatos familiares, “Lavínia” foi o nome escolhido para a criança.
O casal, formado por Raissa, de 20 anos, e Henrique Kauan Ferreira de Souza, de 21, responde por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo a denúncia, após o parto ocorrido no banheiro da residência, a recém-nascida teria sido morta e, posteriormente, o corpo foi ocultado e descartado em uma área de mata, após tentativa de incineração.
O júri ocorre no salão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lajeado e segue ao longo do dia com a oitiva das demais testemunhas.
Fonte: Grupo Independente