Inter: Prioridade contra Chapecoense, mais uma vez, a intensidade
Após a vitória sobre o Santos, Pezzolano garantiu que Alan Patrick, Mercado e Carbonero podem voltar ao time na partida deste domingo no Beira-Rio
O Inter finalmente venceu a primeira no Campeonato Brasileiro. E, curiosamente, o feito veio acompanhado de uma constatação pragmática: às vezes, correr mais pode ser mais útil do que jogar melhor. Na noite de quarta-feira, na Vila Belmiro, o time colorado bateu o Santos por 2 a 1, com uma formação que priorizou intensidade em detrimento da técnica.
A mudança partiu de Paulo Pezzolano, que optou por deixar no banco nomes como Alan Patrick, Mercado, Bernabei e Carbonero. Em campo, um time mais disposto a competir do que a encantar, estratégia que deu certo e garantiu os três pontos. O Inter mostrou mais energia, dividiu mais e conseguiu transformar esforço em resultado, algo que, até então, era raro.
Se a vitória trouxe alívio, o discurso pós-jogo tratou de evitar qualquer empolgação fora de hora. Pezzolano foi direto ao ponto: mesmo com os três pontos a mais na tabela, o Inter segue na zona de rebaixamento e, ao que tudo indica, deve conviver com a parte de baixo da tabela até o final do Brasileirão, podendo sair do Z-4 em caso de vitória contra a Chapecoense, domingo, no Beira-Rio.
“Precisamos estar bem fisicamente, pois teremos muitos jogos seguidos e precisamos saber o que estamos jogando, no lugar na tabela em que estamos”, admitiu o treinador.
Para o confronto diante da Chapecoense, a tendência é de ajustes. Jogadores mais técnicos, como Alan Patrick e Carbonero, devem retornar, certamente mais descansados e, quem sabe, dispostos a correr tanto quanto os substitutos na Vila Belmiro. A ideia é encontrar um equilíbrio entre intensidade e qualidade, missão que, no futebol, costuma ser mais simples no discurso do que na prática.
Na lateral, a disputa também chama atenção. Bernabei pode perder espaço para Matheus Bahia, mais seguro defensivamente e menos brilhante no ataque. “Precisamos de um time humilde, que corra e esteja 100% fisicamente”, explicou Pezzolano, ainda em Santos. Segundo ele, todos do elenco estão aptos a contribuir, independentemente do tempo recente em campo.
O próximo desafio, aliás, deve exigir mais do que disposição física. A Chapecoense tende a adotar uma postura defensiva, o que obrigará o Inter a propor o jogo, algo que envolve criatividade, movimentação e técnica. Na partida contra o Santos, marcada por um confronto mais aberto e de trocação, a bola ficou mais tempo com o adversário. Era o Santos que tentava propor o jogo.
Pezzolano, no entanto, deixou claro que o critério seguirá sendo o mesmo: quem estiver mais inteiro joga. Além disso, afirmou que Alan Patrick, Carbonero − que marcou o gol da vitória nos acréscimos, depois de entrar no final do segundo tempo no lugar de Borré − e Mercado têm condições de entregar mais intensidade. “Sem dúvida, eles podem fazer. Eles fizeram contra o Flamengo.
Foi um jogo muito parecido. E podem fazer muito bem”.
Fonte: Correio do Povo