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“Lajeado encaminha licitação para substituir Arki”, diz prefeita

Gláucia Schumacher concede primeira entrevista após prisão de Marcelo Caumo. Governo aguarda detalhes sobre motivos do afastamento da secretária Elisete Mayer. Martin Thomas, diretor da área, assume de forma interina o comando da secretaria

“Lajeado encaminha licitação para substituir Arki”, diz prefeita
Foto: Rodrigo Gallas

A prefeita de Lajeado, Gláucia Schumacher, afirmou que a administração ainda não recebeu informações detalhadas sobre os motivos do afastamento da secretária de Serviços Urbanos de Lajeado, Elisete Mayer, citada na Operação Lamaçal e que aguarda esclarecimentos das autoridades. Gláucia Schumacher concede primeira entrevista após prisão de Marcelo Caumo. Governo aguarda detalhes sobre motivos do afastamento da secretária Elisete Mayer. Martin Thomas, diretor da área, assume de forma interina o comando da secretaria.

Para Gláucia, momento é de cautela e de continuidade dos serviços públicos. “É sempre um momento muito triste pra cidade, pra região. Fiz uma reunião hoje cedo com nossos secretários porque, até o momento, a gente não tem nenhuma informação. Agora sim tem um servidor que foi pedido o afastamento, mas só veio o mandado determinando que ele fique afastado por 60 dias. Vamos aguardar pra ver qual é o real motivo”, declarou.

A prefeita também informou que a empresa Arki Serviços mantém contrato vigente com o município, mas que o processo para substituição já está em andamento. “A empresa Arki continua, é um contrato com vários profissionais, mas já está em fase de licitação pra uma nova empresa”, explicou.

A Operação Lamaçal, conduzida pela Polícia Federal (PF), apura suspeitas de associação entre empresas e agentes públicos para direcionar contratos e gerar sobrepreço em serviços. Na segunda fase da ofensiva, foram presos temporariamente o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo (União Brasil), e a gestora da empresa Arki Serviços, Lorena Mercalli, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e pedidos de afastamento de agentes públicos.

De acordo com o delegado responsável pelo inquérito, Marconi Silva, as prisões buscaram evitar a combinação de versões e a eliminação de provas diante de novos depoimentos previstos para março. A investigação teve origem em contratos ligados ao atendimento de vítimas das enchentes de setembro de 2023 e avançou para outros acordos firmados pelo município, com indícios de sobrepreço que, segundo avaliação preliminar da PF, podem superar R$ 5 milhões.

A Polícia Federal sustenta que há indícios consistentes de direcionamento de licitações e de atuação coordenada entre empresários e agentes públicos. As apurações continuam, com análise de materiais apreendidos e novos depoimentos programados.


Fonte: Grupo A Hora