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Tempestade solar deve atingir a Terra após sequência de megaerupções no Sol

Segundo a agência espacial, as erupções solares também podem afetar comunicações de rádio, redes elétricas, sinais de navegação e representar riscos para os astronautas. Além disso, devem causar auroras boreais

Tempestade solar deve atingir a Terra após sequência de megaerupções no Sol
Foto: Nasa

Uma série de fortes erupções solares registradas nos últimos dias colocou cientistas em alerta. De acordo com a Nasa, pelo menos cinco explosões de grande porte foram detectadas em menos de 72 horas, sendo a mais intensa classificada como X8.1 — o maior nível de energia observado nesse período. O material expelido pelo Sol deve atingir a Terra entre os dias 5 e 6 de fevereiro.

As erupções ocorreram em uma região ativa do Sol identificada como AR 4366. Desde domingo, 1º, os satélites registraram cinco eventos de classe X, considerados os mais severos: o primeiro foi classificado como X1.0, seguido pelo poderoso X8.1, depois X2.8, X1.6 e outro evento de grande intensidade.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) confirmou que a explosão X8.1 provocou uma ejeção de massa coronal em direção ao espaço, com parte do material seguindo rumo à Terra. Apesar disso, os impactos previstos devem ser de fraca intensidade.

Possíveis efeitos na Terra

Segundo a Nasa, tempestades solares podem afetar comunicações por rádio, redes elétricas, sistemas de navegação por satélite e representar riscos para astronautas em missão espacial. Também há expectativa de ocorrência de auroras boreais, fenômeno luminoso provocado pela interação das partículas solares com o campo magnético terrestre.

Mancha solar do tamanho de dez Terras

O astrônomo Thiago Gonçalves, diretor do Observatório do Valongo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a mancha solar AR 4366 tem aproximadamente dez vezes o tamanho da Terra e permanece altamente ativa. É nessa região que todas as erupções recentes foram registradas.

Desde que a mancha surgiu, em 30 de janeiro, já foram contabilizadas 64 erupções: 21 de classe C, 38 de classe M e cinco de classe X, evidenciando um período de intensa atividade solar.

O que são erupções solares

Erupções solares são explosões de energia que ocorrem na superfície do Sol e fazem parte do seu comportamento natural. Embora sejam comuns ao longo do ano, a ocorrência de várias explosões de classe X em um curto intervalo de tempo é considerada pouco frequente.

O fenômeno está ligado ao ciclo solar, que dura cerca de 11 anos. Nesse período, o campo magnético do Sol se inverte, provocando variações como o surgimento de manchas solares e o aumento na frequência de erupções.

Classificação das erupções solares

As erupções são divididas em classes conforme sua intensidade:

Classe X – As mais severas, com grande liberação de energia e radiação. Podem interferir em comunicações, afetar satélites e gerar auroras intensas. Variam de X1 a X9 ou mais.

Classe M – De intensidade média, podem causar interrupções temporárias em comunicações por rádio e produzir auroras.

Classe C – Pequenas, com poucos efeitos perceptíveis na Terra.

Classe B – Dez vezes menores que as de classe C.

Classe A – As mais fracas, dez vezes menores que as de classe B, sem consequências significativas.

Especialistas seguem monitorando a atividade da região AR 4366, que continua ativa e pode gerar novas erupções nos próximos dias.


Fonte: Grupo A Hora